Desfile de moda… antiga

Podemos gostar mais ou gostar menos, mas quando o Carnaval é nosso, todos apreciamos a alegria, as brincadeiras e, principalmente, os protagonistas da festa. Este ano, o desfile de Carnaval do Agrupamento do Sudeste de Baião realizou-se no dia 1 de março. A partir das 14h30, Santa Marinha do Zêzere recebeu com orgulhosos sorrisos as crianças e jovens da terra que percorreram as principais ruas da vila, mostrando muita energia, criatividade e boa disposição.

O tema do desfile, “Trajes tradicionais/ Moda antiga” inspirou alunos, professores, assistentes operacionais e encarregados de educação. O resultado da colaboração de todos culminou numa tarde diferente, marcada pela alegria, pela cor, pela beleza de viver e estudar em Santa Marinha do Zêzere. Estão de parabéns todos os que participaram e aqueles que apoiaram entusiasticamente a iniciativa.

Clube de Jornalismo

 

 

 

“Best Friends Forever”!

On 14th February primary students learnt about the story of Saint Valentine’s Day and vocabulary related to this celebration. All classes made trees of hearts celebrating friendship and decorated the classrooms. In the school hall students wrote important words such as Care, Friendship, Love, Respect, Kindness in big hearts building a big tree! It was a lovely day to share with friends: BFF – “Best Friends Forever”!

Prof. Susana Aleixo

Corações e afetos…

No passado dia 14 de fevereiro a escola de Santa Marinha do Zêzere comemorou o dia dos namorados. Foi um dia dedicado ao amor e ao afeto.

A escola celebrou este dia de uma forma especial tendo decorado o átrio com molduras, murais e outros objetos alusivos ao dia de São Valentim. Além disso, também existia um marco de correio onde podíamos colocar cartas de amor ou de amizade que foram entregues durante o dia.

Aqui na escola esta data foi comemorada de uma forma diferente dos anos anteriores e, por isso, a iniciativa foi muito apreciada por todos.

Alunos do 9.º D (Clube de Jornalismo)

 

António Loureiro – do Aluno ao Professor

 

C.J: Professor, é um prazer tê-lo como entrevistado do Jornal Entre Aspas. Vamos começar a nossa conversa não apenas com o professor de História António Loureiro, mas também com o ex-aluno António Loureiro.

C.J: Existe alguma lembrança especial dos tempos em que se sentava do outro lado da carteira?

P.L: Muitas e não só como aluno. No que respeita aos exames nacionais, adquiri hábitos que ainda hoje utilizo, porque aprendi com os outros professores o ritmo de trabalho que tinham nessa altura.

C.J: Como é que recorda os antigos professores de História?

P.L: Ainda mais teóricos do que eu sou atualmente, apesar de ser dessa geração. Os programas eram totalmente diferentes, hoje há uma abertura muito diferente a nível da História, nomeadamente a nível político. No meu tempo, não se podia falar em política, era um perigo. Portanto, os professores de História tinham mesmo que ter muito cuidado.

C.J: Atualmente, os estudantes estão imersos num mundo bastante digital. Acha que por esse motivo falar de História em sala de aula tornou-se mais difícil?

P.L: Julgo que não. É uma questão de comunicação e, de facto, as novas tecnologias ajudam muito, mostram a realidade dos factos. Mas, honestamente, não vejo uma diferença significativa que tenha diretamente que ver com os conhecimentos que os alunos possam adquirir.

C.J: Muitos alunos não se reveem no modelo de ensino das escolas públicas. O que é que um professor deve (e pode) fazer para tentar alterar essa realidade?

P.L: Primeiro, não vejo exatamente a questão do ponto de vista de escola pública. Julgo que a questão quer dizer o ensino particular e o ensino público. Posso dizer que tenho experiência em ambos. Antes de vir para o ensino público, estive quatro anos num externato e verifico que os métodos que usava nessa altura são exatamente os mesmos que utilizei e utilizo no ensino público. É, contudo, um facto que o ensino privado, por vezes, pode selecionar os alunos e não é fácil, por exemplo, um aluno com determinadas deficiências aceder ao ensino privado. Pelo contrário, no ensino público, não existe escolha possível, um cidadão quer ir para essa escola e vai, ponto final.

C.J: Voltemos ao universo da História. Identifica alguma mudança importante no ensino da História dos últimos anos?

P.L: Sim e tem que ver com as questões anteriores, tal como o uso das tecnologias, a alteração dos programas, entre outras. Há efetivamente algumas alterações base.

C.J: Que conteúdos perderam a sua força e quais os mais contemplados pelo currículo escolar da disciplina de hoje?

P.L: Na generalidade, é muito idêntico, à exceção daquele aspeto das situações políticas que aconteciam antes do 25 de abril. Após esse período, os currículos sofreram várias alterações e passaram a dar, e muito bem, a predominância à História de Portugal e só depois à História Mundial, como por exemplo os aspetos das civilizações que se impuseram ao longo dos séculos.

C.J: Desinteresse do aluno, salários baixos, formação lacunar do professor, violência na escola, infraestrutura comprometida. Estas são algumas das dificuldades enfrentadas por muitos professores. Para o senhor professor, qual o maior obstáculo para o desenvolvimento da educação no país?

P.L: Em primeiro lugar, o problema do desinteresse do aluno vai implicar, e muito, na diminuição do sucesso, porque as exigências também são diferentes. Enquanto há alguns anos, um aluno, por exemplo do nono ano de escolaridade, tinha que ter exames nacionais a todas as disciplinas e havia uma preparação mais exigente, agora, como é uma avaliação, digamos mais próxima do aluno, por vezes, este não valoriza tanto. Ainda em relação a este aspeto, nota-se perfeitamente que temos melhores alunos quando eles têm em casa uma retaguarda que os ajuda muito e, infelizmente, não são a maioria. Acresce a falta de objetivos de futuro que leva o aluno a perguntar-se a si próprio “O que é que eu vou fazer no futuro?”. O sistema em si, na minha opinião, não está correto, porque um aluno pode “matar-se” a estudar ou não que passa de ano na mesma. Em relação à violência na escola, felizmente, na minha vida, só estive em duas escolas, sempre nesta zona da província, onde não podemos falar em violência por parte dos alunos se compararmos com escolas com outras realidades. Apesar de nunca ter estado em escolas problemáticas, conheço algumas situações e, como tal, posso dizer que a nossa escola é uma escola calma e, embora vão surgindo determinadas situações, noutras escolas possivelmente passariam sem se dar conta delas.

C.J: Nos últimos dois anos, o professor tem vindo a desempenhar um papel importante para o nosso agrupamento. Qual o papel do provedor do aluno?

P.L: O provedor do aluno tem um papel fundamental, pois faz uma abordagem aos alunos em que existe sigilo daquilo que é comunicado ao provedor. Consiste, posteriormente, numa tentativa de resolver os problemas com os diversos setores, desde a Direção até outras entidades, para tentar, de alguma maneira, melhorar a situação proposta pelo aluno. Ou seja, o provedor está sempre mais do lado do aluno do que do lado das outras entidades.

C.J: Que tipo de assuntos podem ser expostos ao provedor do aluno?

P.L: Todos aqueles assuntos que o aluno ache que não estão bem ou, pelo contrário, que já estão bastante bem, mas que julgam que podem ser melhorados. Vai desde o comportamento ao cumprimento de regras, passando pelo problema das instalações. Enfim, um conjunto de situações que o Provedor tenta resolver. Infelizmente, a maior parte dos problemas não são resolvidos, como todos nós sabemos, por razões financeiras.

C.J: Sabemos que está a passar a uma nova etapa da sua vida pessoal e profissional. Que mensagem gostaria de deixar à comunidade escolar?

P.L: Que toda a comunidade escolar reveja a situação em que se encontra, que faça uma análise profunda do que está a acontecer, para prever um futuro de grande melhoria do conhecimento das escolas.

José Henrique Ferreira 9.ºA

Fotografia: Lara Ribeiro 9.ºA

(Clube de Jornalismo)

 

 

Semana da Leitura 2018/19

A Semana da Leitura do Agrupamento decorreu de 21 a 25 de janeiro de 2019.

O cartaz alusivo à atividade foi elaborado pelo professor Armando Ribeiro que tem caracterizado, todos os anos, esta semana dedicada aos livros, à leitura, à dramatização, enfim… à cultura e à vida, através da arte.

Cada JI do Agrupamento elaborou um marcador gigante que veio dar mais cor à BE e à Semana da Leitura.

No dia 21 de janeiro, foi realizado um bibliop@per na BE para toda a comunidade educativa. Participaram 15 equipas entre professores, assistentes operacionais e alunos.

No dia 22 de janeiro, realizou-se a terceira e última eliminatória do Concurso de Leitura Expressiva. Estiveram a concurso, nesta eliminatória, 18 alunos. O Júri foi representado pela Diretora do Agrupamento, Manuela Miranda, pelo representante da autarquia, Fernando Alvarenga, e pela escritora Palmira Martins. A nossa dinâmica educativa permite este tipo de concursos e os alunos fazem deles já uma FESTA, pois preparam-se cuidadosamente para este grande dia. O Clube de Teatro EPAKCENA nunca deixa passar uma oportunidade para apresentar os seus pequenos “atores”. Desta vez, foi com a adaptação de “Um menino que escrevia versos”, de Mia Couto. Continuamos, ainda, pela manhã dentro, com duas alunas (Mafalda Loureiro e Margarida Monteiro) que tocaram instrumentos musicais (viola e flauta transversal). Por fim, a escritora Palmira Martins apresentou alguns dos seus livros e divertiu os nossos alunos que assistiam (4.ºA e 4.ºB) com música e cantorias.

No dia 23 de janeiro, o Clube de Teatro EPAKCENA foi até à Escola Básica Carvalhais, Gestaçô e representou uma adaptação de “A Galinha Perdida, de António Torrado” e “A casa na árvore, de Isabel Stilwell”.

No dia 24 de janeiro, foi a vez da atividade “Um encontro com…”. A escritora Lídia Valadares visitou-nos e contou-nos muitas peripécias dos protagonistas do seu livro Zara e Pirata dos Açores. O Clube de Teatro apresentou dois sketches de adaptações de excertos do livro e todo o 2.º ciclo, que se tinha preparado previamente, inundou a escritora de perguntas.

No dia 25 de janeiro, o Projeto Alive Story veio até nós e apresentou “O Nabo Gigante” (Teatro-Dança) para as crianças de todos os JI do Agrupamento e OBER de Santa Marinha e Loivos da Ribeira.

Durante esta semana, decorreu, também, a Feira do Livro na BE, aberta a toda a comunidade.

 

A tradição ainda é (quase) o que era

A atividade das Janeiras decorreu entre os dias 9 e 16 de janeiro. Entre ensaios e cantares, desde as ruas da Vila de Santa Marinha do Zêzere até à Escola Básica do Sudeste de Baião, a atividade possibilitou aos alunos “protagonistas” perceber o quão importante é conhecer as nossas tradições e mantê-las “vivas”, transmitindo-as de geração em geração, de forma salutar.

De salientar que esta atividade foi pautada pela boa disposição e entusiasmo de todos os intervenientes.

Para os que não tiveram oportunidade de ver e ouvir, aqui ficam alguns registos:

 

Refrão

Aqui estamos nós

Todos reunidos

Cantando as Janeiras

Aos nossos Amigos

Sem nenhum interesse

E muita amizade

Cantando as Janeiras à sociedade.

Grupo de Educação Especial