CATÁSTROFES NATURAIS EM DEBATE

No âmbito da disciplina de Geografia, em articulação com o Clube Eco-escolas, e porque tenho trabalhado com pedagogias diferenciadas e trabalho de projeto, foram realizados debates, precedidos de comunicações feitas pelos/as alunos/as porta-vozes dos grupos de trabalho, versando as questões dos riscos e das catástrofes naturais, causas, consequências e formas de as prevenir.

Da estratégia utilizada, para além de um tronco comum do trabalho/investigação, a cada grupo foi proposto refletir e assumir o papel e a responsabilidade dos/as: interesses económicos, decisões políticas, ambientalistas e organismos da ONU (PNUA; ACNUR; FAO; OIT…).

Da prestação dos/as alunos/as só posso dizer que foi excelente e prova que outros caminhos são possíveis e que é necessário e urgente mudar a escola. Muitos deles conseguiram fazer comunicações sem “cábula”, sem apoio das novas tecnologias e mostraram que sabiam e valiam muito. São um exemplo… Saí de coração cheio e muito orgulhosa dos/as meus/minhas alunos/as e daquilo que faço.

Orgulhosamente Professora!

Maria Odete Souto

Por baixo de uma carapaça

Filipe. Foi esse o nome que eu e o meu irmão quisemos dar àquele pequeno cágado. Sim, um cágado, não uma tartaruga.

Este grande amigo foi o meu primeiro animal de estimação. Admiro-o desde a pontinha da pata até à pontinha da cabeça. A sua pele é verde, mas não tão verde com a erva, e a sua cabeça é pequena. A carapaça parece um conjunto de pequenos hexágonos e, para além disso, é muito resistente. As suas unhas, compridas e brilhantes, são de fazer inveja a qualquer rapariga . Os seus dentes são pequenos, mas capazes de cortar um dedo humano.

O seu ar sério apenas aparece quando me esqueço de o alimentar, por isso a sua aparência diária é de felicidade.

A lenda de que estes seres são lentos é um mito. Quando o deixo sair do aquário para  dar uma volta pelo terraço, parece uma flecha a correr.

Apesar da maior parte das pessoas pensarem que não, Filipe é um bom ouvinte. Tenho conversas com ele que não teria com mais ninguém. Apercebo-me de que é bastante compreensivo.

Mas, como todos os animais, este tem alguns defeitos e o seu é ser orgulhoso. Felizmente, esse mal tem vindo a melhorar.

O aspeto de que eu mais gosto no Filipe é o seu olhar profundo, de olhos verdes e pequenos. Com ele aprendi a escutar o silêncio, com ele aprendi o significado de amizade e, por fim, com ele aprendi a amar um animal.

                 Mafalda Loureiro; Nº12; 8ºB

Entrevista a Lídia Valadares, professora e escritora

EA: Professora, é um prazer tê-la como entrevistada do Jornal Entre Aspas. Com que idade é que começou a escrever?

L.V: Deixa-me dizer-te que é um prazer estar aqui convosco. Muito obrigada pelo vosso convite. Foi um prazer estar aqui com este público maravilhoso, com professores que me receberam tão bem, com atividades muito ricas do ponto de vista cultural, do ponto de vista lúdico, também muito atraentes, e está a ser para mim um privilégio estar aqui nesta escola. Comecei a escrever bastante nova. Eu escrevia e guardava, pois sempre gostei muito de escrever. Qualquer coisa que observasse durante um ou vários dias, eu escrevia e registava e depois podia surgir uma história ou não, podia surgir um episódio ou não, uma crónica ou não, mas comecei já há bastante tempo.

EA: Escreve um pouco todos os dias ou depende da inspiração?

L.V: Depende sobretudo do tempo que eu tenho e, infelizmente, eu não tenho tempo para escrever todos os dias, só mesmo aquela escrita obrigatória ou a escrita de profissão.

EA: Tem alguma meta diária?

L.V: Não, não tenho. A única meta diária que eu tenho é para o trabalho obrigatório de escrita, aquele trabalho a que a escola me obriga, mas não é dessa escrita que estamos a falar. No que respeita à escrita por prazer, deixo-me levar pela vontade, pelo impulso.

EA: Como é que define o seu processo de escrita?

L.V: Eu acho que o meu processo de escrita é um pouco ligado à articulação da observação, à reflexão e depois à transformação do que surge. É também um espelhamento, pois eu reconheço-me numa boa parte da escrita.

 

EA: Como é que lida com os bloqueios de escritor?

L.V: Às vezes forço um bocadinho esse bloqueio, outras vezes espero, aguardo por um outro momento, porque existem, efetivamente, esses bloqueios de escritor.

EA: Quantas vezes é que a professora revê os seus textos até considerar que eles estão prontos?

L.V: Tenho a confessar que, muitas vezes, eu própria digo para me tirarem os textos da mão, porque se não eu nunca mais arranjo a versão final. A primeira vez é um pouco ao correr da pena, é fluido. Costumo deixar um certo tempo e depois vou rever uma segunda vez, mais ao nível da narrativa e da estrutura. Depois, os pormenores corrijo-os várias vezes. Posso dizer que sou um pouco perfecionista e nunca acho que estejam completamente bem.

EA: Como é que lida com a tecnologia, escreve os rascunhos à mão ou no computador?

L.V: Sempre à mão. Costumo dizer, inclusive aos meus alunos, que, sem uma folha de papel e uma esferográfica, eu não consigo pensar. Essa é a minha técnica de foco, de concentração, preciso de uma caneta e de um papel, depois passo a computador.

EA: De onde surgem as suas ideias?

L.V: Dos sítios mais variados. Ainda hoje, aqui, a este público maravilhoso, eu disse que de vez em quando acontece-me estar na cozinha, a preparar uma refeição, e surge-me uma ideia de última hora e apetece-me escrever. Eu vou num instante ao escritório e escrevo. Tenho sempre um caderno comigo, que anda na minha carteira, a maior parte das vezes tento reter as ideias quando elas surgem, mas algumas datas ou pormenores eu escrevo.

EA: Qual o maior desafio que encontrou no processo de escrita?

L.V: O maior desafio que eu já encontrei num processo de escrita foi ser obrigada, por um compromisso que tinha assumido para a apresentação de um livro, a escrever um episódio. Enfim, num momento pessoal muito triste, a perda de um familiar, senti-me bloquear, mas sabia que tinha que escrever obrigatoriamente. Não estava com a minha mente realmente capaz, mas tanto forcei que consegui.

EA: Além de escritora, é também professora. Como é que consegue conciliar o tempo que tem que dedicar às duas atividades?

L.V: Nem sempre é fácil, porque a escrita exige o seu tempo e a profissão de professora exige também muito tempo. Mas, sabes, quando se gosta realmente de uma coisa, consegue-se sempre um bocadinho de tempo, pode não ser aquilo que nós queremos, mas conseguimos sempre um bocadinho. Ainda há pouco acabei de dizer que alguns episódios de Zara e Pirata dos Açores surgiram durante as férias.

EA: Que projetos tem preparados para este ano?

L.V: Se calhar mais um ou dois contos. Tenho, como já te confessei, algumas coisas escritas, vou escrevendo e depois vou guardando. Para mim, o prazer é escrever. Quando eu estou a escrever, não estou a pensar em publicar, estou única e simplesmente a pensar em escrever, eu quero reter aquilo. Depois, se vai ser publicado ou não, isso é o que menos me interessa, acima de tudo quero registar. Já tenho algumas coisas registadas, algumas acho que para já não têm muito interesse, outras estou a considerá-las interessantes, mas ainda vou rever uma, duas, ou mesmo dez mil vezes. Mas, sim, ainda tenho mais um ou outro conto ou narrativa com a ideia de publicação.

EA: Agradeço, professora, a disponibilidade para a realização desta entrevista e desejo-lhe, em meu nome e da nossa Escola, muito sucesso!

 

José Henrique Ferreira

Clube de Jornalismo

Desafio Matemático

Quantos ovos há na cesta do Coelho da Páscoa?

O grupo de educação especial lançou um Desafio Matemático a todas as turmas da Escola. Com esta atividade, pretendia-se que os alunos entrassem em unânime acordo relativamente à resposta/ número para a questão “Quantos ovos há na cesta do Coelho da Páscoa?”.

Desafio lançado, turmas em ação e eis que chegou o dia de se conhecer a Turma VENCEDORA.

A cesta continha 143 ovos e a turma que mais se aproximou desse resultado foi o… 6.ºB!

Neste desafio, houve uma turma que tentou sabotar o resultado, abrindo a cesta e contando os ovos, mas foram apanhados em flagrante e erraram o resultado! Fica a mensagem: “A batota não é o melhor caminho.”

Agradecemos a todos os participantes e damos os merecidos Parabéns ao 6.ºB!

Grupo de Educação Especial

Lanche da Primavera

No dia 29 de março, o grupo da educação especial realizou um delicioso lanche para festejar a chegada da primavera. Os preparativos para o mesmo começaram cedo. Todos os alunos trouxeram, como lhes foi pedido, uma bela flor colhida nos jardins de casa, para adornar a mesa do lanche.

No período da manhã, já se sentia pelos corredores da escola o aroma de um saboroso bolo de chocolate! Posteriormente, o aroma foi substituído por deliciosos folhadinhos de salsicha com queijo… Já com “água na boca”, mais um delicioso petisco foi preparado: PIZZAS!! Para acompanhar este belo menu, não faltou uma saborosa limonada, com os limões da nossa escola, claro!

Toalha posta, mesa recheada e decorada, deu-se início à degustação da bela “lancharada”!

Grupo de Educação Especial

Momentos doces – Bolo do 9.ºB

No dia 26 de março, o Centro de Apoio à Aprendizagem (CAA) recebeu um simpático grupo de cozinheiras (Ana Luísa Loureiro, Ana Carvalho, Juliana Monteiro, Carla Pereira e Margarida Teixeira), da turma do 9ºB. A atividade de culinária foi gerida pelas mesmas que, ao mesmo  tempo que iam  acrescentando os ingredientes,  mostravam ao colegas que estavam no CAA a sua confeção.

O bolo ficou bonito e apetitoso… e o seu aroma espalhou-se pelos corredores e fez a muitos “crescer água na boca”.

Agradecemos a participação deste grupo e deixamos em aberto o convite a todas as turmas a desenvolver atividades no CAA.

Grupo de Educação Especial

EDUCAÇÃO INCLUSIVA

Horta Biológica Miminhos

Neste período, o grupo de educação especial arrancou com o Projeto da Horta Biológica. Iniciou-se o mesmo com uma pesquisa na internet sobre as caraterísticas do solo e fatores que determinam o crescimento das plantas (luz, água, nutrientes e temperatura). Escolheu-se o local e procedeu-se à preparação da área de cultivo: limpeza do solo; alisamento da terra; retirada de ervas daninhas/pedras e fertilização do solo com base em matéria orgânica. Selecionou-se as plantas da época, elaborou-se um plano das tarefas a desenvolver e as primeiras plantas começaram a enraizar na horta… Assiduamente, faz-se a manutenção (rega e monda das ervas daninhas).

Agradecemos a colaboração do professor Alexandre na elaboração das placas identificativas, tornando a horta mais pedagógica, e que foi batizada de “Horta Biológica Miminhos”.

Na horta, podemos sentir/ver as ervas aromáticas (salsa, hortelã, cidreira, alecrim e hipericão); alfaces; morangueiros; tomateiros; pimentos; couve-galega; couve-flor; couve-roxa, brócolos; repolho; espinafres…

As plantações estão a ser cobiçadas e saboreadas pelos habitantes… caracóis!

A nossa horta está bela e verdejante e, cada vez mais, conquista adeptos para a sua manutenção.

J.I. do Sudeste de Baião

A pinha que prevê o estado do tempo

Dentro do Projeto “Semear Ciência”, o grupo do Jardim de Infância do Sudeste de Baião realizou mais uma Atividade Experimental, desta vez, “ A Pinha que Prevê o Estado do Tempo”, uma forma divertida de brincar com a meteorologia!

Esta Atividade Experimental surgiu a partir da exploração do poema:

O Protocolo da Atividade foi muito simples:

 MATERIAL

– Aquecedor, caso não esteja sol;

– Recipiente transparente;

– Pinha seca aberta;

– Água;

– Higrómetro.

PROCEDIMENTOS

– Deitar água no recipiente transparente;

– Colocar no seu interior uma pinha seca aberta;

– Esperar um tempo;

-Após o resultado tirar a pinha do recipiente e colocá-la ao sol;

– Não havendo sol colocá-la perto de uma fonte de  calor.                                                                       

O que aconteceu?

– Verificámos que ao metermos a pinha no recipiente com água, esta fechou passado algumas horas. Quando retiramos a pinha do recipiente com água e a colocamos ao ar quente para secar, verificamos que esta volta a abrir.

Porque acontece?

– A Pinha funciona como um higrómetro natural. A pinha “prevê” quando vai chover, pois ela fecha-se quando o ar está mais húmido e, ao contrário, abre-se quando o tempo está seco.

Ambiente e  natureza

No Jardim de Infância de Sudeste de Baião, aprendemos a ser amigos da natureza, do ambiente. E vocês?

– Demos as Boas vindas à Primavera fazendo coroas de flores, sol e borboletas!

– Arranjámos uma pequena horta, onde semeámos batatas, feijões, ervilhas, milho e abóboras. Plantámos alfaces, salsa, tomates e cebolas!

                                 PORQUE SEPARAR É URGENTE

– Já temos Ecopontos para fazer Reciclagem de plástico, papelão e pilhas.

Texto modificado pelos meninos do JI do Sudeste, a partir do original de Maria do Rosário Macedo.

Educadora Luísa Correia

Flores que abrem na água – J.I. do Ladoeiro

E a Primavera chegou!

Decidimos dar-lhe as boas-vindas com a atividade experimental “Flores que abrem na água”.

Será que flores feitas de papel abrem na água? A curiosidade despertou em nós o desejo de encontrar a resposta.

Confeccionamos as flores de papel e, no centro da flor, escrevemos a inicial do nosso nome. Depois, para ficarem mais bonitas, fizemos desenhos nas suas pétalas e dobramo-las. De seguida, colocamo-las na água. Observamos… e descobrimos que elas abrem na água!

Gostamos muito de realizar estas atividades experimentais!

Educadora Noémia Ribeiro

J.I. do Ladoeiro – Frende

 

SEMEAR CIÊNCIA- J.I. DE TEIXEIRA

O SOL, A CHUVA E A PINHA

As pinhas são as flores dos pinheiros. Dentro das suas escamas ou brácteas, podemos encontrar as suas sementes: os pinhões. A inexistência de fruto a proteger as sementes é uma das características destas árvores.

Nos pinheiros, é a própria flor, neste caso a pinha, quem protege as sementes. Assim, quando começa a chover ou a humidade do ar aumenta, as pinhas fecham-se para que as suas sementes continuem secas.  Quando a humidade do ar diminui, as pinhas voltam a abrir. A pinha funciona como um higrómetro!

Educadora Maria de Lurdes Costa