Por falar em racismo…

A disciplina de Cidadania e Desenvolvimento visa preparar os alunos para as múltiplas exigências da sociedade contemporânea, através do desenvolvimento de competências diversas para o exercício da cidadania democrática.

Com base neste princípio e a partir do texto do qual se transcrevem alguns excertos, uma aluna do 8.º ano, a Joyce Silva, tem uma palavra a dizer…

 

De Mariana Duarte Silva:

Tomei a liberdade de traduzir a carta que me tem acompanhado, para que chegue a mais gente. Foi escrita por Maralee Bradley uma mãe branca de um filho adotivo negro.

 

“Carta aberta aos pais do amigo branco do meu filho negro”:

“Tenho andado a pensar na melhor forma de dizer algo que preciso que saibam. É difícil porque lutei com o meu próprio sentimento de vergonha – vergonha por não conhecer ou entender esses problemas antes que tivessem tocado na minha família. Senti medo que vocês respondessem de maneira subtil e que deixassem claro não serem seguros para meu filho (…) Mas o meu filho está a crescer e enquanto ele passa de um “adorável garoto negro” para um “homem negro forte”, sei que as suposições sobre ele mudarão. Por isso preciso da vossa ajuda para mantê-lo seguro.

[…]

“Pais brancos” tratem por favor o meu filho com respeito. Não lhe esfreguem a cabeça para sentir o seu cabelo. Não falem com sotaque com ele para serem engraçados. Se pensam fazer uma piada que possa parecer um pouco questionável, não a façam. Nunca. Porque os vossos filhos estão a ouvir e aprender com vocês. Estejam atentos às mensagens que os vossos filhos estão a ler e a receber de outras pessoas, sobre raça. Participem em conversas difíceis sobre o que se vê nas notícias, não fujam dessas conversas.

Sejam defensores dessa alma incrível que comeu na mesa da vossa cozinha, sentou-se ao lado de vosso filho na escola e esteve na festa do seu aniversário. Ele não é a exceção à regra. Ele não está protegido pelo meu privilégio branco para o resto da vida. Ele não é diferente de qualquer outro rapaz negro e TODA a vida de TODOS os rapazes e raparigas negras tem valor (…). Tenho esperança que, quando os pais brancos começarem a conversar sobre estes problemas com vossos filhos brancos, talvez aí a mudança comece.”

 

Eu acho que a Mãe fez bem explicar ao Filho tudo aquilo, porque, apesar de ele só ser um “adorável garoto negro”, muitas crianças racistas e preconceituosas iriam aproveitar-se da sua inocência para fazer maldades.

Porém, eu penso que não deveriam ser apenas os pais de filhos negros que deveriam educá-los para não seguirem os maus caminhos, mas também os pais de filhos brancos  deveriam ensinar os seus filhos a  saberem respeitar sempre o próximo, porque cor, origem ou religião não é documento.

Ninguém nasce a odiar outra pessoa pela cor da sua pele, pela sua origem ou ainda pela sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem, também, aprender a amar.

 

Joyce Silva

8.º A

About the author

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *