No dia 1 de outubro, o grupo de teatro “Usina” visitou a nossa escola para apresentar o teatro-debate “Nem muito simples nem demasiado complicado”, no âmbito do Programa PESES. Como expectável, os alunos do nono ano marcaram presença constante e ativa.
Na primeira parte do espectáculo, foram apresentadas cinco pequenas peças, que retratavam situações que acontecem no dia a dia de qualquer adolescente. Na segunda parte, foi permitido aos alunos intervirem quando achassem que alguma das personagens estaria a agir de forma errada. Dois alunos subiram ao palco e, demonstrando os seus pontos de vista, vestiram o papel das personagens e a repercussão foi ótima. Alguns, mais tímidos, deram as suas opiniões a partir da plateia.

Dos vários temas discutidos, é de salientar três que foram mais debatidos entre os alunos: o primeiro, que expunha uma personagem que queria obrigar a outra a ter relações sexuais, outro que retratava um jovem que queria que a namorada mudasse a sua maneira de vestir porque ele assim o entendia e, finalmente, uma situação que ilustrava a inércia de um rapaz que não tinha defendido um amigo que estaria a ser vítima de discriminação por ser homossexual.
As opiniões dos alunos foram muito positivas e válidas, pois defenderam sempre a vítima, demonstrando que a culpa não era da rapariga que não queria ter relações sexuais, mas sim do rapaz que a queria obrigar; que ninguém deve mudar a sua forma de ser, porque outra pessoa o deseja e, por fim, que quem estava errado não era o adolescente homossexual, mas sim os homofóbicos e os que nada fazem para erradicar o preconceito.
Muito provavelmente, vários jovens irão debater-se com situações parecidas no futuro e agora já levam uma mínima noção de como reagir. Uma boa conversa deve ser sempre a solução, porque “é a conversar que a gente se entende”. A violência, física ou psicológica, não resolve os problemas, só os agrava.
Mafalda Loureiro
9ºB
